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A caminho da JMJ Lisboa 2023: Manila acolhe mais de cinco milhões de jovens e Paris dois milhões e meio

A edição de setembro dá continuidade ao percurso feito desde junho e leva-nos a falar um pouco acerca das Jornadas Mundiais da Juventude do ano de 1995 e 1997, em Manila e Paris, respetivamente.
Mais de cinco milhões de jovens chegaram em oração ao Rizal Park, em Manila, nas Filipinas, para aquela que viria a ser a X Jornada Mundial da Juventude, a qual se realizou de 10 a 15 de janeiro do ano 1995. Com eles, traziam o tema das Jornadas Mundiais da Juventude desse ano: “Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio”.
Neste tema, seguia uma mensagem muito importante: Durante a sua missão terrena, foram muitos os que viram, ouviram e acreditaram nos gestos e nas palavras de amor de Jesus. Agora o convite é de continuar a anunciar a todos, o Evangelho recebido por Ele e consequentemente transmiti-lo ao próximo.
“Falem ao mundo deste amor”, foi o nome do hino escolhido para encher o coração de todos os que se reuniram em nome d’Ele.
O padre português, Duarte da Cunha, esteve presente nestas jornadas e relata que neste lugar, se sentia “o calor da presença humana em toda a cidade”, sendo que após o convite do papa para que os jovens fizessem da vida, o anúncio de Jesus Cristo, levou a que esta cidade se enchesse de missionários cheios de amor, que tinham como missão a partir daquela data, levar esse amor aos que estão nos seus países.
Nestas jornadas, o papa João Paulo II dá então a conhecer a todos os jovens o próximo destino das Jornadas Mundiais de Juventude: Paris.
Dois anos findados e a cidade francesa de Paris, recebe a 19 de agosto de 1997, mais uma edição das mais célebres Jornadas Mundiais da Juventude.
Estas, foram particularmente especiais por vários motivos: foi nestas jornadas que a visão e o pensamento dos jovens tentou ser desconstruído; foi aqui que milhões de jovens se uniram e formaram uma “corrente de jovens” de 36 quilómetros, conseguindo assim envolver boa parte de Paris.
Para além disso, foi possível trazer eventos para o dia de hoje que são bastante importantes para a preparação do caminho até este grande acontecimento religioso. Falamos então do Dia nas Dioceses, uma iniciativa na qual os peregrinos são convidados a partilhar a sua fé por todo o país; o Serviço Voluntário da Juventude, com o objetivo de promover e realizar eventos religiosos de uma forma dinâmica, e o Festival da Juventude que, promove o talento espiritual e artísticos da juventude de todo o mundo.
Nestas jornadas, esteve Filipa Cabral. Com apenas 16 anos, afirma que o que mais a admirou, foi que ela pensava que era a única a ir todos os domingos à eucaristia e naquela semana foi possível “perceber que existem jovens de outros cantos do mundo que também vão à eucaristia e que acreditam no mesmo Deus que eu.”
Da diocese de Évora também partiu um grupo de jovens até Paris, juntamente com o nosso pároco Manuel José Marques. Uma das jovens pertencente ao grupo de jovens é Carla Batista que nos deixou um testemunho destas que foram as primeiras de três jornadas em que já participou.
“A partilha da mesma fé com jovens de todo o mundo, o sentimento de comunhão e a sensação de todos falarem a mesma língua que é Cristo” são algumas das caraterísticas que Carla nos deixa como definição de JMJ.
Particularmente nas Jornadas de Paris 1997, relata que o momento mais marcante, foi a mensagem deixada pelo papa João Paulo II: “Não tenhais medo, abri as portas a Cristo”. Estas jornadas ensinaram a Carla e a tantos outros jovens que não existem fronteiras para o amor, para a fé, nem para nós mesmos.
No final destas grandiosas JMJ, com o lema: “Mestre, onde moras? Vinde e vereis”, todos os jovens reunidos receberam a informação de que o próximo destino seria então Roma, no ano de 2000.
Sara Conde
Rui Paixão