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Em época de campanha (política) é preciso fazer campanha (pelo bem)

Raramente escrevo sobre política, não porque não deva, não goste ou não me sinta capaz. Todos devemos ter uma palavra a dizer sobre o tema.
Hoje parece-me necessário escrever sobre este assunto.
Não tenho a certeza que todos os candidatos dos vários partidos políticos, nos vários contextos geográficos, tenham completamente o foco no lugar certo. Porém, tenho a certeza de que na base da política o superior interesse das Pessoas é o princípio e o sentido único da “coisa”.
Escrevo isto agora porque ainda vamos, todos, a tempo…
Vamos a tempo de dizer não ao que não interessa;
Vamos a tempo de selecionar o mais importante para as pessoas;
Vamos a tempo de não ir em demagogias;
Vamos a tempo de ouvir quem sabe [nos vários contextos sociais];
Vamos a tempo de dar tempo a quem precisa;
Vamos a tempo de traçar caminhos de bem;
Vamos a tempo de fazer a diferença; mostrar pelo exemplo; gastar dinheiro no que é mais importante; orientar as decisões para o interesse comum;
Vamos a tempo de não “puxar” para nós, mas remar pelo bem de todos;
Sei que muitos políticos o fazem e o fizeram e isso é um dever, mas também sei que rapidamente podemos perder o foco e agir à margem do interesse comum e do superior interesse das pessoas.
Não pisar, não se “empoleirar”, não querer o primeiro lugar, não se aproveitar e em troca provocar boas ações, influenciar para o bem, pôr o dedo nas “feridas” e aproveitar o cargo e o tempo para o Melhor, parece-me ser este o caminho.
Vamos dizer que é difícil?
Quantas vezes eu não vi más atitudes ao meu lado e não corrigi?
Quantas vezes percebi que nos estávamos a desviar do foco e não reorientei?
É difícil, sim, tão difícil como o tempo, o espaço, o “pão”, a vontade e o querer que tantas vezes temos que reorientar pelo bem do “outro”;
é difícil porque interrompe e põe de lado as nossas vontades e interesses pessoais;
é difícil porque belisca os nossos “egos”;
é difícil porque, às vezes, nos encosta à verdade e não “à minha verdade”…
Um bem-haja a todos os políticos de bem, que fizeram bem, que (nos) fazem bem e muito foco e “boas âncoras” para os que se lançam em novos desafios.
É preciso muitíssima coragem e sentido de si e do “outro” para abraçar tão grande desafio!◄

  • Publicado no Jornal PALAVRA, edição de agosto 2021