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Entrevista com António Colaço: “O futuro está hipotecado com a gestão PS”

1. Para quem não o conhece, quem é o candidato António Colaço?
Em primeiro quero agradecer ao “Palavra” pelo convite em entrevistar-me para a edição de Setembro.
Boa pergunta! Falarmos de nós próprios nunca é uma tarefa fácil. Sou um jovem de vinte e oito anos, filho da terra, nascido e criado em S. Pedro do Corval. Sou um cidadão simples, que trabalha, que vai às compras, que fala com as pessoas, pertenço aos órgãos sociais do Centro Recreativo Popular de Motrinos, como qualquer jovem da minha idade também gosto de me divertir, sou católico praticante… Não acho que seja mais nem menos que qualquer pessoa, sou um comum mortal. Há dez anos que vivo, maioritariamente, em Lisboa para onde fui estudar, apesar de ter continuado sempre com um “pé cá e outro lá”. Sou mestre em Ensino da História no 3º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário (professor de História) sendo que, atualmente como outros milhares de docentes, encontro-me a trabalhar numa área diferente da minha de formação por falta de colocação.
Fui dirigente associativo enquanto estudante do ensino superior, que considero a minha grande escola a nível político-social, onde convivi com gente de todas as cores políticas, de diferentes meios sociais e com diferentes formas de estar na vida, onde pertenci a vários movimentos de lutas estudantis quer a nível institucional quer na organização de lutas nacionais. Foi um despertar do meu olhar sobre a sociedade e, acima de tudo, aprender a valorizar o respeito ao próximo, que a meu ver é tão importante nos dias que atravessamos. A falta de humanidade, para mim, é um dos grandes flagelos e, usando a expressão que mais temos utilizado no último ano e meio, a grande pandemia do nosso século.
Tenho os sonhos e objetivos de vida da maioria dos jovens da minha idade, procurando sempre encontrar o equilíbrio e a tentativa de ajudar a construir uma sociedade mais justa, mais correta, mais desigualitária, nunca tendo tido qualquer tipo de ambições políticas, considerando-me apenas um cidadão meramente politizado e interessado na vida social no seu todo, portanto esta candidatura foi uma surpresa até para mim.

2. É militante do PCP ou tem o apoio do partido/CDU à sua candidatura?
A candidatura não é minha. A candidatura é da CDU aos órgãos autárquicos do nosso Concelho sendo eu apenas um dos rostos que forma a lista, poderei ser é o rosto com mais visibilidade e possibilidade de uma responsabilidade mais acrescida. Mas respondendo à questão sou militante do PCP e da JCP há sensivelmente dez anos. O convite foi feito a partir do PCP ao qual fiquei muito surpreendido, quando disseram que me iam fazer um convite pensei que fosse para cabeça da lista a uma das assembleias de freguesia, por exemplo, mas à Câmara Municipal nunca. Fiquei muito reticente mas pensei, ponderei, aceitei e aqui estou.

3. O que o leva a candidatar-se à Camara Municipal de Reguengos de Monsaraz?
Como disse anteriormente fui surpreendido com o convite por parte do PCP/CDU e inicialmente pensei mesmo em não aceitar fundamentalmente por ser demasiado novo face à tendência etária da classe política que existe em Portugal (e no mundo). Mas acabei por pensar “não será isto que é necessário?”. A minha candidatura, a nível muito pessoal, acabou por ser aceite por esse motivo: para demonstrar que a política não tem que ser tendencialmente “madura”, que me desculpem os seniores, mas que cada vez mais tem que ser mais virada para os mais jovens que tenham novos horizontes e outras formas de ver e perspetivar o futuro. Também para demonstrar que cada vez mais as caras que a CDU apresenta, tanto no poder local a nível nacional como no poder central, são caras jovens, que é um partido vivo e virado para o futuro, que pode estar envelhecido mas que tentamos reverter essa situação. Afinal de contas o futuro é dos agora jovens e a responsabilidade da sociedade que queremos ter acaba por estar nas nossas mãos.
A nível mais político, se é que poderemos chamar-lhe assim, aceitei o convite por acreditar nos valores do partido, se não acreditasse nestes não era militante, também nas propostas, à data do convite ainda muito lineares, para o programa eleitoral dos órgãos do concelho e por acreditar nas equipas apresentadas para os diferentes órgãos.
Por último, e não menos importante, quero pautar-me por uma candidatura sem inimizades e ataques aos outros candidatos. Não sou defensor desse tipo de política, ainda para mais em meios pequenos como o nosso onde todos nos conhecemos, até porque tenho estima e respeito, principalmente, por dois dos meus oponentes à CMRM. Afinal de contas, penso que todos queremos o bem da nossa terra, independentemente dos ideais, ideias e da forma que se quer chegar a esse objetivo, certo?

4. Desde o 25 de abril que a CMRM é gerida pelo Partido Socialista. Que diferença pode fazer a sua candidatura para captar o interesse dos Reguenguenses?
Antes de responder à pergunta permitam-me uma pequena correção histórica: A CMRM não é gerida desde o 25 de abril (de 1974) pelo PS, mas sim desde 1976 com as primeiras eleições autárquicas livres e em democracia. Mas sim, é inquestionável que a Câmara de Reguengos, apesar de um pequeno concelho, tem de ser considerado um dos bastiões do Partido Socialista em Portugal.
Se a minha candidatura se irá diferenciar? Não sei, muito sinceramente. Isso só o povo é que poderá dizer. Uma coisa é certa, penso ser o candidato mais novo à Câmara de Reguengos nos 45 anos de eleições autárquicas em democracia. Mas todas as candidaturas são diferentes, tanto dos outros candidatos, do que defendemos, ou até se eu tivesse sido candidato há quatro anos certamente esta candidatura iria ser diferente. As pessoas são outras, os problemas são outros (alguns permanecem), não temos nunca a mesma realidade. Há que ser humilde o suficiente para reconhecer o que é bom e mau, seja da nossa parte ou na dos outros.
Uma coisa que posso deixar certo é que não faço uma candidatura de promessas. Isso não é para mim e penso que quando fui convidado para ser cabeça de lista não esperavam outra atitude da minha parte. Só faço promessas quando sei que as posso cumprir. Promessas para ficarem bem no papel e ficar bem visto para ganhar votos? Que me desculpe quem o faz, mas comigo isso não. O meu orientador de mestrado dizia uma frase muito interessante: “uma turma é como um pomar. Nem todas as maçãs amadurecem ao mesmo tempo”. Acho que a podemos aplicar aqui. É preciso conhecer a realidade das pessoas, pois bem eu não poderei ouvir os cerca de dez mil habitantes, mas há as assembleias de freguesia que servem para identificar os problemas das populações, dos habitantes e depois fazer chegar ao município. Será a única promessa que posso fazer: que estarei atento às necessidades de cada um e tentarei solucioná-las, defendendo sempre estas junto dos poderes.

5. Como classifica a gestão camarária da atual equipa? O que teria feito de diferente?
Como devem calcular a informação que tenho e a CDU é apenas a que é noticiada e nos é transmitida pelos nossos representantes na Assembleia Municipal e com esses factos avaliamos a atual gestão camarária como absolutamente desastrosa e isso está à vista de todos. Teria feito de diferente muita coisa pois a CDU tem dado provas em outros municípios onde é poder, de honestidade trabalho e competência, coisa que nesta gestão não se viu. E iria certamente colocar em primeiro lugar os interesses da população de Reguengos ao contrário do que se viu neste mandato por parte dos atuais eleitos do Partido Socialista.

6. Na sua opinião, quais são os aspetos, na nossa cidade, que mais carecem de atenção e de investimento?
A CDU não faz uma análise isolado apenas da cidade temos de olhar para todo o concelho, neste momento a atual gestão, abandonou algumas Freguesias e localidades do Concelho, abandonou a conservação da rede viária, nós temos uma visão integrada do concelho.
Sendo verdade que tem sido feito alguma requalificação na cidade, tem apenas privilegiado o Centro e descurado o ordenamento urbanístico da cidade, criando descontinuidade da mesma, mas mais grave a CM não dá atenção ao ordenamento do território.
Nós temos uma visão, para nós primeiro estão as pessoas e temos-lhe de assegurar condições para aqui viverem e não abandonar o nosso território. A qualidade de vida exige uma programação e planos que atualmente não existem, tudo é feito á peça.
Mas temos nos principais aspetos que a nosso ver carecem de mais investimento são:
• Dinamizar a zona industrial para captação de novas empresas que visem a criação de emprego;
• Criação de um ninho empresarial para apoiar as empresas existentes e as novas empresas que se queiram instalar no concelho;
• Apoio ao desenvolvimento agrícola com a melhoria dos caminhos rurais;
• Remodelação, renovação e melhoramento da zona adjacente às Piscinas Municipais, para que possa ser uma verdadeira Zona Desportiva;
• Apoio a todas as coletividades recreativas, culturais e desportivas do concelho;
• Articular com as outras entidades responsáveis um protocolo de apoio a idosos para combater as carências económicas e afetivas da população sénior;

7. Se for eleito, quais serão os pontos fundamentais do seu programa para a gestão camarária?
Para além de alguns que já referi na questão anterior estes seriam outros que julgamos serem fundamentais para uma boa gestão.
• Dinamizar a zona industrial para captação de novas empresas que visem a criação de emprego;
• Criação de um ninho empresarial para apoiar as empresas existentes e as novas empresas que se queiram instalar no concelho;
• Apoio ao desenvolvimento agrícola com a melhoria dos caminhos rurais;
• Remodelação, renovação e melhoramento da zona adjacente às Piscinas Municipais, para que possa ser uma verdadeira Zona Desportiva;
• Apoio a todas as coletividades recreativas, culturais e desportivas do concelho;
• Articular com as outras entidades responsáveis um protocolo de apoio a idosos para combater as carências económicas e afetivas da população sénior;
• Recusa de privilégios pessoais no exercício dos cargos. Isenção, trabalho, competência, honestidade;
• Defesa dos postos de trabalho, valorização dos trabalhadores e modernização da autarquia;

8. Que propostas tem em mente para a saúde, ação social e educação, sendo 3 áreas fundamentais que, sofreram e continuam a sofrer efeitos diretos e indiretos da pandemia que ainda atravessamos?
• Reabilitação do Centro de Saúde, com a reivindicação intransigente de abertura da urgência durante 24 horas, com o necessário equipamento;
• Executar projetos e ações que promovam políticas de inclusão (deficiências, doenças mentais, doenças crónicas e doenças raras)
• Criação de um Espaço Intergeracional que promova atividades de formação, educação e lazer, para as diversas gerações de forma articulada e integrada
• Articular com as outras entidades responsáveis um protocolo de apoio a idosos para combater as carências económicas e afetivas da população sénior;
• Respeitar integralmente a autonomia dos estabelecimentos de ensino, apesar das competências transferidas pelo Ministério da Educação para a autarquia. Sobre a Educação poderia salientar muitas questões, visto ser uma área que me é próxima, no entanto a maioria das mudanças que teriam de existir são de poder central e do próprio Ministério da Educação.

9. A situação financeira reportada nos últimos relatórios da autarquia, apresentam uma contabilidade, no mínimo, preocupante. O que propõe para reverter esta situação?
Sobre a dívida duas coisas, uma coisa são os relatórios que já são graves, mas existe uma outra questão que são as realidades. Existem muito compromissos assumidos que não constam dos relatórios conhecidos, apenas dois exemplos, a CMRM tem uma dívidas às águas de Portugal superior a 7 milhões de euros, como vai pagar? Em 2/6/21 assumiu um ajuste direto com a The Race Lda no valor de 749950€ para organização de eventos, tudo isto nós calculamos que a CM terá uma dívida cerca de 30 milhões de euros. A confirmar-se significa falência técnica e financeira da CM, que demorará cerca de duas décadas a resolver, isto significa que o futuro está hipotecado com a gestão PS.
Primeira coisa que faremos é propor um levantamento exaustivo das contas do Município, dar conhecimento público da real situação financeira e depois negociar com as diversas instâncias o serviço da dívida

10. No que respeita à habitação e às famílias que dela carecem, que poderá o poder autárquico fazer nesse sentido?
A habitação é uma questão da responsabilidade do Poder Central, logo vamos discutir com o governo, investimento público concreto para a habitação, exigir que seja traçado uma linha de apoio às famílias mais carenciadas para que estas possam ter acesso a uma habitação digna. Em segundo lugar conhecer como está a ser utilizado e o que existe de património habitacional do Município, estudar um plano da sua utilização, criar uma bolsa de terrenos para autoconstrução.

11. Na sua opinião, como “sente” a cidade em termos de segurança?
Como disse vivi grande parte dos últimos dez anos em Lisboa e lá poderemos estar mais expostos a algumas situações apesar de nunca ter nenhum tipo de incidente, até à data, mas há sempre uma primeira vez para tudo. Não sei se por isso acho que a cidade e as restantes localidades do concelho são seguras. Mas penso que a pergunta se deve, no seu fundo, ao incidente do passado dia 17 de Julho, se não estou em erro. Quero acreditar que terá sido algo pontual, não nos podemos só focar numa situação, na sua maioria, os nossos dias são pacatos. No entanto, não quero com isto dizer que não é preciso tomar medidas para solucionar estas situações e para que estas tenham um final diferente. Por achar que estamos num meio maioritariamente seguro não posso dizer que a redução de efetivos nos postos da GNR ou o encerramento noturno dos postos e/ou apenas com um militar que se têm verificado nos últimos tempos não são um problema; não são só um problema autárquico como um problema de poder central e de Administração Interna. São necessárias autoridades suficientes, competentes, com meios humanos e materiais para conseguir proteger e assegurar a nossa população.

12. Como vê as questões da progressiva diminuição da população, cada vez mais idosa, das aldeias e mesmo do concelho. Que medidas poderão ser postas em prática para fixar e atrair pessoas para viver no concelho de Reguengos?
A diminuição da população e o seu envelhecimento são intrínsecos e pelos primeiros dados que nos são apresentados pelos Censos 2021 já podemos ver que, à data, Reguengos não seria elevado a cidade por falta de população. Não considero propriamente este tema, na sua essência, um problema local é um problema nacional e arriscar-me-ia a dizer europeu, sendo que Portugal é um dos piores a este nível (relativamente à população envelhecida e baixa natalidade). O êxodo rural é uma constante que continuamos a verificar, contra mim falo, mas a realidade que existe é essa. O interior está desertificado. É necessário criar condições apelativas para que famílias jovens pensem em fixar-se no interior. A primeira medida seria a existência de postos de trabalho, é preciso ter um concelho apelativo para que as empresas também se procurem fixar aqui. Não podemos focar-nos só na ruralidade. Existindo postos de trabalho existe mais possibilidade da fixação de jovens. Após isso, criar as condições para que estes se fixem, a nível de rede escolar, saúde, melhor rede de transportes públicos e até um acesso mais rápido, por exemplo insistir afincadamente com a extensão de autoestrada até Reguengos, a meu ver, iria ser uma mais valia para a nossa zona. Eu costumo dizer quase em tom de graça que demoro tanto tempo de Lisboa a Évora como de Évora a Reguengos.

13. Dados recentes mostraram que a economia do concelho é fundamentalmente baseada no setor agrícola. Uma das questões mais prementes relacionadas com este setor tem a ver com o, sempre adiado, bloco de rega. Qual a sua visão para esta questão?
Sendo verdade que o concelho tem na agricultura a sua base económica, não podemos descurar a vertente do Turismo, assim como outras pequenas bolsas de investimento que poderão ser mais aproveitadas.
Bloco de Rega e a sua importância para o Concelho, tem sido desprezada pelo atual executivo, o que levou já ao abandono de projetos importantes que se queriam fixar no concelho e outros estão em vias de irem embora, tudo isto pela teimosia do Município em ser seguidista em relação aos diversos governos. Não é admissível que os nossos vizinhos espanhóis tenham mais benefícios com o Alqueva que nós próprios e por isso estamos disponíveis:
Em diálogo com as diversas instâncias incluindo o poder político, apresentar uma proposta para a execução deste bloco de rega, envolvendo os proprietários do Concelho de Reguengos e outras entidades do Concelho, nesse plano é preciso também discutir o preço da Água para a nossa zona.
Em concreto será com as pessoas que aqui vivem e trabalham que iremos apresentar uma proposta concreta, pois não queremos que mais gente se vá embora por esta vergonha que a falta do bloco de rega aqui em Reguengos de Monsaraz.

14. Porque deverão os eleitores reguenguenses votar na CDU?
Os eleitores do concelho que não votem na CDU apenas por mim que estou aqui a dar a entrevista. Comigo há uma equipa com membros de todas as freguesias e é nessa equipa e nesse trabalho que fazemos, e queremos fazer, que os eleitores devem acreditar e ter esperança. Quando dizemos vamos votar neste ou naquele, porque é amigo, porque é conhecido, porque é vizinho, não pode ser assim. Temos sempre que analisar e ponderar os projetos, as ideias, as propostas, se são exequíveis ou não. O meu apelo ao voto é pela mudança, pela rotatividade política, como foi dito anteriormente, estamos num concelho há 45 anos com a mesma cor política, não seria altura duma mudança? Se seria melhor? Não posso também responder. As mudanças podem-nos causar medo do desconhecido, mas fazem nos conhecer coisas novas. Mas posso deixar uma certeza absoluta que daria/daríamos o nosso melhor por Reguengos, pelo nosso concelho e pelas nossas gentes com os olhos virados para o futuro com confiança que o amanhã pode ser melhor.
Mas acima de tudo, já que tenho esta oportunidade, quero deixar um apelo geral: votem, se for na CDU melhor, mas votem. O voto é uma conquista de Abril, é um direito que se pensa tão adquirido, mas tão posto de parte. É tão triste vermos abstenções de mais de cinquenta por cento, como já verificámos a nível nacional, e se olharmos para um passado tão recente vermos que não era possível. Acho que não há nada melhor na nossa vida que a liberdade e a liberdade que temos em escolher quem nos representa.

15. Se for eleito, qual será a sua primeira iniciativa?
Não pensei nisso. Há tantas coisas que poderiam ser a primeira. Gostava de voltar a deslocar as festas tradicionais para o centro das localidades, não só em Reguengos mas também nas aldeias. Sei que a logística de cortar e desviar o trânsito das ruas poderá ser complicado, mas não acho graça aos recintos, e não é de todo uma crítica às gestões que os construíram, é um gosto meramente pessoal. Talvez trazer mais eventos culturais, dentro doutros estilos, teatro, musicais, o aspeto cultural no concelho anda sempre dentro dos mesmos géneros. Quando nos convidam para entrevistas pensamos em tantas perguntas e esta que aparentemente tão simples não pensei nela. Mas certamente faria algo ligado à cultura para a população.

  • Publicado no Jornal PALAVRA, edição de setembro 2021