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Governo reúne hoje no Infarmed para analisar a situação da Covid-19

Sobre a mesa está a exigência do Presidente da República de um plano para reabertura das Escolas, plano esse que o governo ainda não apresentou. Igualmente sobre a mesa as recentes declarações do Primeiro Ministro, da Ministra de Estado e da Presidência e do Secretário de Estado da Saúde referindo ser cedo para falar em desconfinamento.

Também as mais recentes declarações da Ministra Mariana Vieira da Silva de que o desconfinamento será feito a começar pelas Escolas. É necessário pesar a situação epidemiológica cujos números de novos casos estão abaixo do que acontecia em outubro e os internamentos têm vindo a descer a bom ritmo. O cansaço dos portugueses e o peso do confinamento na economia. Pesa ainda o mau exemplo do Natal que ninguém quer repetir e o facto de abrir, ainda que justificadamente, a meados de março pode significar a irresponsabilidade na Páscoa, sobretudo se o tempo estiver de praia.

A pressão sobre o governo para dar sinais de abertura é grande em vários setores da vida social e o medo de uma nova vaga que ponha em causa o verão que se aproxima é grande e pode atrasar a reabertura, mesmo da Escolas, para depois da Páscoa como vaticinava Marcelo Rebelo de Sousa.

Com os números a descer nos Cuidados Intensivos vai ser difícil justificar, a meados de março, a não abertura faseada de alguns setores da vida económica.

Recorde-se que o presente Estado de Emergência está em vigor até ao próximo dia 1 de março, segunda-feira da próxima semana.