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Os portugueses reciclam mais em tempo de pandemia

Um Estudo realizado pela Marktest para a Sociedade Ponto Verde indica que os portugueses têm mais consciência ambiental do que há 10 anos. De acordo com este estudo 9 em 10 portugueses fazem reciclagem de embalagens.

Os mais jovens são os que mais reciclam. O relatório “Radar da Reciclagem” conclui que os nascidos entre 199 e 2005 reciclam mais do que os nascidos entre 1955 e 1962.

Há hoje uma maior consciência ambiental, diz o Estudo, maior civismo e reaproveitamento para novos produtos. Por outro lado, as razões para não reciclar situam-se na falta de hábito e a distância dos ecopontos. Também há quem não acredite que os resíduos sejam reciclados.

Uma grande percentagem dos inquiridos no Estudo entende que faltam incentivos para que os portugueses reciclem mais e alguns entendem dever aplicar-se coimas.

Em 2020 Portugal reciclou mais 13% relativamente ao ano anterior e com isso foi possível evitar a emissão de 158 mil toneladas de CO2e. Quem o diz é a Sociedade Ponto Verde que entende estar a realizar “o seu papel junto das empresas e cidadãos e numa altura em que a neutralidade carbónica é um dos eixos da transformação verde que está em curso em Portugal e na União Europeia”.

Os resultados apontam para uma recolha de 132 mil toneladas de papel e cartão, um aumento de 39,7% face ao ano anterior. As embalagens de plástico colocadas nos ecopontos aumentaram em 7,6% e as embalagens de vidro cresceram 1,3%.

A SPV entende que “os comportamentos de reciclagem continuam a fazer parte do dia-a-dia dos portugueses, mesmo num ano em que os seus estilos de vida foram inevitavelmente alterados”.

O CEO da SPV afirma que “além do nosso papel na sensibilização para a separação das embalagens pelos cidadãos, a SPV continua também a ter um papel ativo juntos dos seus clientes, procurando impulsionar novas e melhores soluções de embalagens e de reciclagem, acelerando a inovação e o I&D, diminuindo assim o impacto ambiental e consolidando o caminho para a neutralidade carbónica”.