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Projeto AURORAL: uma ajuda fundamental para posicionar o ALENTEJO no contexto das políticas estratégicas da União Europeia

“Ninguém pode achar que falhou a sua missão neste Mundo,
se ajudou a resolver um problema de outra pessoa.”
Charles Dickens

Quando assumimos a liderança desta nova fase da ADRAL – Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo, ficou definida uma prioridade estratégica para o sucesso desta missão: a criação de uma representação permanente da nossa região em Bruxelas foi considerada prioritária, com uma agenda própria e valorizadora de TODO O ALENTEJO junto dos centros de decisão da União Europeia.
Após pouco mais de um ano, esta foi uma aposta claramente vitoriosa com vários projetos e ações a captarem recursos e a posicionarem estrategicamente a região em importantes e desafiantes fóruns europeus.
Um dos desafios que se coloca ao Alentejo é a rápida redução do fosso digital que ainda nos separa de outras regiões mais desenvolvidas da Europa.
É nesta área estratégica para a região que surge a candidatura ao programa Horizonte 2020 de um projeto construído pela ADRAL com um investimento previsto superior a 16 milhões de euros. Este é mais um competente trabalho da representação permanente do Alentejo em Bruxelas e da equipa da ADRAL – Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo/Évoratech – Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de Évora.


O projeto AURORAL (acrónimo de Architecture for Unified Regional and Open digital ecosystems for Smart Communities and wider Rural Areas Large scale application) arrancou oficialmente no início deste ano e vai prolongar-se durante os próximos quatro.
Durante o período da sua implementação, espera-se que contribua para o crescimento económico e para a criação de emprego em zonas rurais. Baixa densidade populacional e de negócios torna mais desafiante o desenvolvimento de empresas e serviços públicos nas áreas rurais, causando um impacto negativo nos indicadores socioeconómicos. As zonas rurais são fundamentais para resolver os desafios das mudanças climáticas, agrícolas, biomassa e energia. É necessário um clima favorável ao empreendedorismo para melhor provisão de empregos, serviços básicos, incluindo saúde e assistência, conectividade, mobilidade inteligente, soluções energéticas e atratividade como um todo, superando o fosso digital entre áreas rurais e urbanas.
O projeto AURORAL visa proporcionar um ambiente digital de serviços interoperáveis por meio de plataformas capazes de acionar ecossistemas rurais dinâmicos de cadeias, aplicativos e serviços de inovação.
Com um orçamento global de 16,3 milhões de euros, o Auroral é financiado pelo programa comunitário Horizonte 2020, do qual irá receber cerca de 14,5 milhões de euros, metade do qual já liquidado à CCDR-A (entidade líder) pela Comissão Europeia. Em território nacional, e com cerca de 2,6 milhões alocados à participação portuguesa, o projeto dá continuidade ao trabalho que a região do Alentejo tem já desenvolvido na área digital, reforçando esta componente em domínios como o património, cultura, indústrias criativas e turismo.
O consórcio AURORAL conseguiu a primeira posição entre 22 candidaturas europeias, o que se deveu, entre outros fatores, à capacidade do Alentejo ter sabido liderar um processo, em que se abriu espaço para a contribuição de todos os parceiros.


Para além desta liderança europeia, o Alentejo vai ser ainda palco de quatro ações piloto para o desenvolvimento de comunidades rurais inteligentes.
São Pedro do Corval, Sines, Pias e Arronches são as quatro localidades portuguesas escolhidas para os pilotos, sendo que, em cada uma, a atuação do projeto está alinhada com eixos já definidos pela estratégia de desenvolvimento regional da ADRAL – Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo.
Em São Pedro do Corval vai aproveitar a comunidade artística e a sua herança relacionada com o artesanato e a cerâmica; Sines, o foco estará no empreendedorismo digital e desenvolvimento de incubadoras e clusters tecnológicos; por sua vez, o envelhecimento saudável e a qualidade de vida serão os temas de Pias; e, por fim, em Arronches, o projeto vai debruçar-se sobre o uso eficiente dos recursos públicos na mitigação das alterações climáticas. Para além do Alentejo, o projeto contempla ainda pilotos em oito outras regiões europeias.
O consórcio do projeto junta 25 parceiros de dez países europeus, incluindo além da liderança Portuguesa, a Noruega, a Finlândia, a Áustria, a Espanha, a Grécia, a Suécia, a Eslováquia e a Bélgica. Na representação nacional, para além da coordenação da CCDR-A e de ADRAL que desenvolveu e apresentou esta candidatura através da representação em Bruxelas, participarão igualmente a AICEP Global Parques, a APS – Administração do Porto de Sines, a CIMAC – Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, a CIMAL – Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral, a CIMBAL – Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo, a EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva, o Instituto Politécnico de Beja, a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, a Universidade de Évora e a empresa Irradiare. O Consórcio AURORAL contou igualmente com o apoio político de António Costa, Primeiro Ministro de Portugal.
Este é um dos maiores projetos candidatados ao Programa Europeu HORIZONTE 2020 e que uma Instituição Portuguesa se propõe liderar e trazer relevantes recursos para o desenvolvimento sustentável de TODO O ALENTEJO.
Temos muito orgulho no trabalho destas competentes e dedicadas equipas de servidores públicos.
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  • Publicado no jornal PALAVRA, edição de fevereiro 2021