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Projeto Meltic sofre um atraso por causa da pandemia: Resultados só para o final do ano

Em 1 de março de 2020 teve início o projeto Meltic com duração prevista para um ano a terminar em 1 de março de 2021. Conforme noticiámos na edição de junho 2020, trata-se de um projeto, que nasceu na Unidade de Investigação em Telemedicina e Saúde Digital do Instituto de Saúde Carlos III (ISCIII) de Espanha, pelas mãos de uma equipa de investigadores chefiada por Victoria Ramos. O projeto Meltic pretende “contribuir para que a investigação em ciências da vida e biomedicina sejam abertas, transparentes, acessíveis, relevantes e tenham impacto tanto na investigação como na sociedade”.
O objetivo final era a criação de uma aplicação (APP) ou de uma página na internet que “sirva para redesenhar um modelo de cooperação sócio-espacial da população das pequenas comunidades. Será também publicado um manual de 100 ideias sobre tecnologia e saúde fruto do trabalho de cocriação” como se lê no site do projeto.
Liderado por Victoria Ramos do ISCIII tem contado com a participação de Bungau Codruta, investigador do Hospital de Deta, na Roménia; Andres Dochao, coordenador do Programa de Cidades Amigas da Organização Mundial de la Saúde (OMS) em La Palma del Condado, Huelva; Roberto D´Amico, do Programa de Cidades Amigas de Mirabello, em Itália e com o Município de Reguengos de Monsaraz, na altura era indicado o nome de Anabela Caeiro, como coordenadora, informava que ainda permanece no site do ISCIII.


Este projeto abraçado pelo Município de Reguengos através de cinco reguenguenses que, integrando o projeto, têm a seu cargo a recolha da informação necessária em ordem à pesquisa na área da saúde e das tecnologias de informação e comunicação para melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem em zonas de baixa densidade.
De acordo com declarações do Município de Reguengos o projeto tem sofrido alguns contratempos por causa da pandemia, “a Comissão Europeia não autorizou as viagens previstas e financiadas e o Projeto deu início na modalidade online”. Este constrangimento obrigou à alteração de “toda a calendarização do Projeto” prevendo-se a “conclusão do Projeto para o segundo semestre deste ano”.
Nove meses depois de termos noticiado a participação de Reguengos no projeto Meltic, foi possível saber quem são os reguenguenses que se encontram a trabalhar na investigação e a colaborar na concretização do “manual de 100 ideias sobre tecnologia e saúde fruto do trabalho de cocriação”. A Autarquia, depois de ter consultados todas as entidades, escolheu “Clara Lourenço (Coordenadora da Unidade de Cuidados na Comunidade Almoreg); Elsa Reis (Coordenadora do Projeto Educação para a Saúde do Agrupamento de Escolas de Reguengos de Monsaraz); Carla Martins (Interna de Medicina Geral e Familiar da Unidade de Saúde Familiar Remo); Élia Quintas (Vice-presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz com o pelouro da Saúde) e Nuno Rosmaninho (Delegado Regional da Cruz Vermelha Portuguesa de Évora).
O atraso na conclusão do projeto obriga-nos a esperar pelo segundo semestre deste ano para saber o resultado final, em que é que se materializou a participação de Reguengos de Monsaraz e que mais valia trouxe para o concelho. O município manifestou todo “o gosto de apresentar – até ao fim do ano – os resultados obtido pelo Projeto MELTIC, que está a correr de forma muito produtiva com parceiros muito interessantes e complementares, no âmbito desta temática”. ◄

  • Publicado no jornal PALAVRA edição de março 2021