jornalpalavra

jornalpalavra

Será tudo verdade?

Como sabem e naturalmente muito se fala, fala este, fala aquele, será tudo verdade ou cada um opina segundo ordens que lhe são transmitidas.
Muito se falou do covid 19, num Lar de Reguengos de Monsaraz. Penso eu, não será a Proteção Civil, nem o Sr Presidente da Camara Municipal nem os Bombeiros Voluntários que darão opiniões sobre tão melindroso assunto, a competência para assuntos de saúde é e será da Direção Geral de Saúde.
No lar de Reguengos de Monsaraz, todos, nomeadamente a DGS andavam a aprender, foram cometidos erros, uns por falta de conhecimento, outros por falta de orientações. Não podemos é julgar pelo que foi feito. Quem o fez, tenho a certeza, foi o melhor que sabia e podia.
Hoje não é bem assim, fala o sr Ministro da Educação, fala a srª Ministra da Saúde, todos os Ministros falam, reuniões com especialistas na matéria e no fim todos continuamos em branco.
Diz o Sr. Ministro da Educação “as escolas são o lugar mais seguro” Será verdade? As aulas presenciais terão que continuar. Será verdade?
As escolas não são o lugar mais seguro, pelo menos a de Reguengos de Monsaraz. Todos sabemos que a rapaziada gosta da diversão e festejaram a passagem do ano uns com os outros e não só, pois há adultos que também gostam de jantaradas. Qual vai ser o resultado?
Dentro de dias o saberemos. Não será tarde daqui a dias? principalmente no momento em que se fala numa nova estirpe do covid 19 mais contagiosa?
Não mandava o bom senso que a cautela e o caldo de galinhas nunca fizeram mal a doentes? e assim fosse retardado o início das aulas, por dez ou quinze dias e, entretanto, fossem as aulas á distância?
Numa altura em que o hospital de Évora refere que já não tem camas para doentes covid e os encaminha para Portalegre ou Castelo Branco ou para Lisboa, será que não há camas ou antes e pelo contrário não há médicos, enfermeiros ou outros profissionais de saúde? Estará tudo sem orientações e a desculpa é não haver camas?
De qualquer forma não posso acreditar no Srº Ministro da Educação quando refere que a escola é um lugar seguro, que teimosia em manter aulas presencias. Não duvido que seja o melhor ensino, o pior é o que a rapaziada transporta para casa, pois sabemos que são os mais velhos os mais atingidos.
Como pode um pai ou uma mãe deixar os seus filhos numa escola sem saber quais são as orientações, para um surto que possa surgir?
Sabemos que as coisas não são fáceis, pelo menos digam-nos a verdade.
Digam antes, a economia não pode parar e entre mortos e vivos, alguns terão que escapar.
Digam a verdade e cada um decide qual o caminho a seguir.
Eu e por mim, as aulas poderiam retardar o seu início por dez ou quinze dias, prorrogando o seu término caso se justificasse.
Quanto á vacinação, em primeiro lugar os profissionais de saúde que estão na linha da frente no combate á pandemia, podemos compreender e então os milhares de bombeiros deste Portugal?
Não estarão os bombeiros na primeira linha de combate á pandemia? Estes são sempre os primeiros e só depois os profissionais de saúde.
Esta é a minha modesta opinião.
Os bombeiros também deveriam estar a par dos profissionais de saúde.
Sei que as quantidades de vacinas não são suficientes para vacinar todos e que tinham que ser definidos critérios, então digam a verdade.
Já sabemos que grupos e ajuntamentos não resolvem a questão, parece que isto é ponto mais que seguro.
Também já sabemos que não há polícia ou G.N.R que possa fiscalizar tudo e todos, parece-me que este também é ponto assente.
Qual a razão que se permite aqui e ali e pelas mais variadas razões ajuntamentos, festas e romarias?
O resultado do Natal e do ano novo vai chegar.
Não digam que os hospitais entraram em rutura, já não há camas e o pessoal de saúde já nada pode fazer.
Tiveram muito tempo para tudo prevenir, nestes momentos não há espaço para tolerâncias.
Vejam como estamos em Mourão, granja, Vendinha, caridade e outros, e como nós próprios poderemos vir a estar.
Apenas temos vindo a remendar, já sei que a economia pesa o pior é voltar novamente a março de 2020, será?
Agora, que Deus nos ajude e proteja ◄

 

  • Publicado no jornal PALAVRA edição de janeiro 2021